

Como já era esperado, fevereiro foi mês de Super Bowl. Mais um que contou com super-produções de marcas como a T-Mobile, Doritos e Pepsi. A Netflix e a General Motors juntaram-se para otimizarem o tempo de ecrã. Outras marcas optaram por uma abordagem mais simples, como a Dunkin’ e a M&M’s. Até houve quem aproveitasse para pregar uma partida aos fãs de futebol americano:
E claro que antes do jogo já havia quem tentasse dar a volta sem entrar com um anúncio custoso ao intervalo:
Mas, para muitas pessoas, a marca que mais ganhou com este Super Bowl foi, inesperadamente, a de Rihanna. Os artistas que atuam no espetáculo do evento não são pagos, por isso a cantora arranjou uma forma de ganhar mais do que exposição perante os mais de 100 milhões de espetadores. Como? Maquilhando-se com a sua marca de cosméticos, Fenty Beauty, durante a performance:
Quando decidiu usar o Invisimatte Blotting Powder, o Google registou um aumento estrondoso de 883% de pesquisas pela marca. E, de acordo com a Launchmetrics, nas 12 horas que se seguiram a estrela pop gerou 88 milhões em media impact value, uma medida que analisa o impacto quantitativo e qualitativo de uma ação na imagem da marca.
🎯Go Big or… Go Creative? Há várias abordagens possíveis quando falamos de publicidade. Como podemos ver, nem sempre é “Go Big or Go Home”. Este ano houve marcas com super-produções, mas muitas outras foram obrigadas a serem criativas. Ou ao dividirem tempo de ecrã, ou criando táticas de gamification, ou simplesmente mostrando o produto durante 3 segundos no meio de uma performance.
A 22 de fevereiro de 2022, escalava a tensão entre a Rússia e a Ucrânia, atingindo proporções que já não eram vistas na Europa há décadas. Num país onde o acesso à informação está cada vez mais limitado, com imprensa estrangeira, Google e a maior parte das redes sociais bloqueadas pelo regime de Putin, havia uma plataforma que se mantinha aberta: a Wikipedia.
E essa foi a ferramenta usada na guerra pela verdade:

Pela primeira vez na História, os editores de todo mundo uniram-se pela mesma causa. A de editar as páginas russas com o intuito de contar a verdade aos cidadãos do país sobre a invasão.
🎯 A criatividade pode começar nas restrições. Ao contrário do que as pessoas possam pensar, a criatividade não está limitada pelos recursos ou pelas restrições. Muitas vezes, são elas que criam a caixa da qual podemos sair. Neste caso, a Ukrainian Witness decidiu combater a guerra da verdade na plataforma com mais alcance e flexibilidade, dentro do possível.
🎯 Pela causa certa, as comunidades fazem milagres. Neste caso, o objetivo não era vender nem comprar, mas como qualquer campanha de comunicação, tinha um objetivo a cumprir. E, para o atingir, precisou da ajuda de editores de todo o mundo, que deram tudo de si para ajudar. A prova de que o propósito é uma vertente fundamental de qualquer campanha.
