

Em junho, a marca de fast food norte-americana lançou uma refeição especial com um batido roxo para celebrar o aniversário do Grimace - uma das mascotes do universo McDonald’s. Inspirado numa tendência antiga do Burger King, o TikToker Austin Frazier publicou este vídeo em tom de brincadeira:
Não demorou muito até que outras pessoas, desde Tiktokers a celebridades, fizessem vídeos de terror e até partilhassem teorias da conspiração:
O hashtag #GrimaceShake chegou a mais de 2,9 biliões de visualizações no Tiktok e tornou-se num autêntico sucesso. A marca só reagiu duas semanas depois e com um sorriso amarelo:

O que podemos retirar desta história?
🎯A internet é um sítio imprevisível. A única coisa que estava planeada era a celebração do aniversário do Grimace (pelo menos, é o que parece). De resto, ninguém podia prever que surgiria uma tendência orgânica desta dimensão. Até a ação que consideramos mais inócua pode tomar proporções inesperadas, principalmente com todos os criadores nas redes sociais à procura de novas trends. A verdade é, sendo ou não um golpe publicitário, uma boa história e uma dinâmica divertida pode mobilizar multidões e criar verdadeiras tendências.
🎯 Aprenda a fazer a sua sorte. Apesar de o McDonalds ser o alvo da piada, é inegável que a ação foi um sucesso. Para além de ganhar notoriedade, a marca criou e desenvolveu a relação com os mais novos. E só o conseguiu porque se mexeu. Porque lançou uma campanha um pouco diferente do habitual, com uma mascote que poucos (da geração TikTok) conhecem e com um batido com uma cor estranha. Daí ser importante que as marcas se mostrem e que se esforcem, pois a sorte não se faz sozinha.
O maior fenómeno de julho, seja no mundo do Marketing como em termos de Pop-Culture, foi o lançamento do filme Barbie. Uma marca tão forte que divulgou a data de lançamento do filme assim:

Sem uma só palavra. Porque todos reconhecemos este cor-de-rosa, sejamos fãs da Barbie ou não.
É uma marca mundialmente reconhecida, mas também mundialmente criticada. Nomeadamente por promover standards irrealistas para o corpo das mulheres e impactar negativamente a autoestima das crianças. Têm sido tempos especialmente difíceis para a Mattel, a marca mãe, que registou uma diminuição nas vendas de $6,5 biliões para $4,5 biliões entre 2013 e 2018.
A solução foi criar um filme tanto para quem “adora a Barbie” como para quem “odeia a Barbie”. E aqui ficam algumas das lições que podemos retirar de uma ação cujo orçamento de marketing ultrapassou o de produção do filme:
🎯 Aja como uma marca, não como um produto. O grande objetivo desta ação não era simplesmente meter mais pessoas no cinema ou vender mais barbies. Era criar uma narrativa onde a magia da Barbie vivesse e onde as pessoas pudessem inteirar-se do posicionamento, dos valores e da personalidade da marca - tal como criar uma relação mais próxima com as personagens que ganharam vida no grande ecrã.
🎯 Encontre simbioses com outras marcas. Foram feitas inúmeras colaborações, para além de marcas que fizeram newsjacking para aproveitarem o momento - entre as mais sonantes vemos a Crocs, Gap, Uno, XBox, Zara e Burger King. Mas é a colaboração com o Airbnb que leva a taça para a ativação mais impressionante, tendo colocado a arrendar a verdadeira casa de sonho da Barbie:

🎯 Explore oportunidades de Merchandising. A Mattel aproveitou para, ao longo do filme, promover merchandising único com edições limitadas. Da roupa aos acessórios e colecionáveis, encontrou uma ótima forma de explorar um canal extra de receitas, para além de dar aos fãs uma forma de vestirem a camisola. Literalmente.







