

O que acontece quando juntamos um ritual das viagens, uma birra viral e um conhecido chocolate triangular? A campanha #TantrumGirl da Toblerone!
Tudo começou com um vídeo em que vemos uma criança a fazer uma birra monumental no meio de um aeroporto em Londres. A criança berra, chora, vive o fim do mundo, tudo porque a mãe se esqueceu de lhe comprar Toblerone na viagem da qual regressou.
O que as pessoas não sabiam é que isto era uma campanha de marketing, gravada de forma discreta, o que a tornou viral pela “naturalidade” de toda a situação.
Com isto, várias foram as pessoas que acabaram por partilhar o momento nas redes sociais. Foi algo tão insólito e caricato, que era impossível ficar indiferente:
A verdade é que, no meio de tanto caos e de risinhos com sentimento de culpa, conseguimos ver aqui uma grande verdade estratégica: o chocolate Toblerone não é apenas um chocolate, é um ritual de chegada. É dizer aos outros que gostamos deles. E o que a Toblerone nos vendeu com esta campanha não foi o chocolate. Foi este laço emocional. O medo de nos esquecermos de trazer Toblerone do aeroporto.
🎯 Os rituais são o Euromilhões do marketing. Se o nosso produto estiver associado a um comportamento (como comprar chocolate no Duty Free de um aeroporto), devemos garantir que isso nunca se perde.
🎯 A emoção é melhor do que as vendas agressivas. Esta campanha resultou porque pareceu um episódio da vida real, não um anúncio.
🎯 Usar a ausência do produto como o cerne da narrativa. Por vezes, mostrar o que acontece quando não temos o produto pode ser ainda mais poderoso do que quando o temos.
🎯 Não subestimar uma boa birra. Ainda que não sejamos necessariamente fãs, o facto de ser algo relacionável gera mais interação, especialmente quando é divertido e dolorosamente real.
Normalmente a publicidade OOH costuma ser muito pragmática: estática, visual e intocável. Mas a Lynx (Axe em Portugal), decidiu mudar essa premissa e desafiou as pessoas a… coçar e cheirar os seus anúncios.
Uma campanha sem códigos QR, sem websites ou realidade aumentada. Só um billboard, os narizes dos transeuntes curiosos e um copy bem simples e direto “Scratch and sniff” (coça e cheira).
Uma campanha que resultou não só pela novidade que trouxe, com o billboard com cheiro, mas acima de tudo porque quebrou a regra não escrita do OOH: olha, mas não toques.
(O facto de uma pessoa estar a coçar e cheirar numa zona tão… íntima? Isso é a cereja no topo do bolo!)
Esta campanha acabou por nos mostrar, muito simplesmente, o ADN da Lynx no seu melhor: arrojada, atrevida e 100% comprometida com o bom cheiro.
🎯 Às vezes é melhor deixar as pessoas experimentar. Um aroma pode comunicar mais em 2 segundos do que um título pode em 12.
🎯 A interatividade nos meios OOH ainda é rara e, por isso, poderosa. Fazer com que as pessoas interajam com a publicidade cria uma ligação emocional muito maior à marca.
🎯 As surpresas analógicas batem a fadiga digital. Num mundo de ecrãs, coçar um painel é um acto de rebeldia.
🎯 O marketing sensorial não está apenas reservado para o retalho. Quando é bem feito, até um billboard pode funcionar como uma demonstração de um produto.
