🎯 #56 | A Samsung contratou o Tim Cook, a Amtrak virou uma banda de jazz e o McDonald’s tem... uma bebida nova? | Triber Newsletter

12 October 2026

Marketing

TL;DR:

  • A Samsung decidiu recrutar o Tim Cook para promover o seu novo telemóvel na Nova Zelândia.
  • Amtrak x Away: uma ideia brilhante que transformou o sinal de GPS de comboios numa banda de jazz que nunca para de tocar.
  • Que raio se passa, McDonald’s? Água de pickles?
  • E ainda houve tempo para participar numa conferência e trabalhar em projetos que queremos muuuuito partilhar convosco!

E o Tim Cook, que prefere o Samsung Galaxy?

Se lês a nossa newsletter religiosamente, deves lembrar-te da campanha épica da Etsy, a “Shop Other Jeffs”, onde usaram artesãos reais chamados Jeff para dar uma alfinetada elegante no fundador da Amazon.

‍

Pois bem, a Samsung da Nova Zelândia bebeu da mesma água e decidiu usar o nome mais pesado da concorrência a seu favor.
Para promover as maravilhas do seu novo telemóvel, a marca lançou uma campanha protagonizada por... Tim Cook.
Só que não, não convenceram o antigo CEO da Apple a mudar de lado, mas sim um indivíduo real chamado Tim Cook que atesta que o novo telemóvel da Samsung é, de facto, o melhor telemóvel que alguma vez teve.

@samsungnz Tim Cook has an announcement. And for once, it’s about Galaxy. Tim Cook, Palmerston North, introduces the #GalaxyZFold8. #SwitchToGalaxy ♬ original sound - Samsung New Zealand

É o tipo de provocação que só resulta quando a marca está perfeitamente confiante na sua posição e sabe brincar com o ecossistema tecnológico sem parecer desesperada por atenção.

‍

‍

O que aprendemos:

‍

🎯 A audácia do trolling inteligente. Usar o nome de uma das figuras mais reconhecidas da concorrência é uma jogada arriscada, mas com o contexto e o humor certos pode transformar uma campanha de produto num assunto de conversa muito para lá da publicidade.

‍

🎯 Reciclar uma ideia boa não é necessariamente mau. A fórmula do homónimo já tinha sido explorada pela Etsy, mas a Samsung encontrou uma forma de a adaptar à sua rivalidade histórica com a Apple. Nem todas as boas ideias precisam de ser absolutamente inéditas. Às vezes, o segredo está na execução.

‍

🎯 O humor também vende tecnologia. Em vez de despejar especificações técnicas sobre megapíxeis, processadores e baterias, a Samsung optou por uma narrativa focada em fazer as pessoas sorrirem.
O produto continua a ser protagonista, mas é o contexto que torna a mensagem memorável.

‍

‍

Amtrak x Away: O jazz gerado por coordenadas de GPS

Dados de geolocalização e logística ferroviária. Soa à coisa mais aborrecida do mundo, certo?
Não para a Amtrak, para a marca de malas Away e para o designer Joshua Wolk.

Clica na imagem para experimentares por ti.

A ideia é tão simples quanto inesperada: transformar a localização em tempo real dos comboios da Amtrak numa composição musical de jazz.

‍

Na experiência «Train Jazz», cada comboio contribui com notas para uma composição gerada a partir dos movimentos da rede ferroviária. Diferentes rotas e tipos de comboio assumem diferentes papéis musicais, criando uma espécie de orquestra ferroviária em permanente improvisação.

‍

‍

‍

‍

Os comboios de longa distância dão origem a notas graves e prolongadas. Já os comboios mais rápidos, como o Acela, criam solos mais acelerados. Quando vários comboios estão próximos, formam-se acordes. Quando estão afastados, surgem pausas na música.

‍

E a melhor parte? Como os comboios estão em constante movimento, aquilo que estás a ouvir é uma composição única, que dificilmente se voltará a repetir.

‍

‍

O que aprendemos:

‍

🎯 Os dados não têm de ser aborrecidos. Transformar coordenadas de GPS numa experiência sensorial é um excelente exemplo de data sonification: pegar em informação puramente funcional e dar-lhe uma dimensão criativa e emocional.

‍

🎯 A magia do efémero. Saber que a música que estás a ouvir é ditada pelo movimento exato de um país naquele milissegundo cria uma urgência e um fascínio de consumo brutal (”o que estou a ouvir nunca mais vai existir”).

‍

🎯 A arte do posicionamento. Uma empresa de transportes e uma marca de malas podiam ter feito um simples sorteio de viagens no Instagram. Em vez disso, criaram uma instalação artística digital que reforça toda a ideia romântica e poética de viajar de comboio.

‍

‍

McDonald’s, está tudo bem? Água de pickles?

Que os Estados Unidos têm algumas escolhas gastronómicas questionáveis, já todos sabíamos... mas daí a lançar uma bebida feita de água de pickles para desportistas vai uma grande distância.

‍

Ou talvez não.

‍

Porque, por mais estranho que pareça, há uma ideia bastante inteligente por trás disto.

‍

‍

‍

‍

Na comunidade dos corredores, beber sumo de pickles não é assim tão absurdo. É um truque conhecido entre alguns atletas, sobretudo pela associação ao alívio das cãibras musculares, embora a eficácia deste método continue a ser discutida.

‍

E foi precisamente neste comportamento de nicho que o McDonald’s encontrou uma oportunidade.

‍

Durante o fim de semana da Maratona de Chicago, a marca lançou o «Pickle Boost», uma edição limitada de pequenas doses de salmoura dos seus pickles, distribuídas gratuitamente a corredores e curiosos.

‍

O McDonald’s não enlouqueceu. Identificou um hábito muito específico de uma comunidade e encontrou uma forma inesperada de entrar na conversa.

‍

E assim conseguiu o improvável: encontrar um lugar no universo da corrida sem deixar de ser McDonald’s.

‍

‍

O que aprendemos:

‍

🎯 Falar a língua da tribo. O McDonald’s podia ter patrocinado o evento oferecendo águas ou fatias de maçã. Em vez disso, usou um truque quase “secreto” dos corredores, provando que entende perfeitamente aquela subcultura.

‍

🎯 Encontrar valor onde ninguém está a olhar. A marca pegou num ingrediente já presente na sua operação e transformou-o no protagonista de uma ativação de relações públicas. Às vezes, a melhor oportunidade não exige inventar um produto de raiz. Basta olhar de outra forma para o que já existe.

‍

🎯 O poder do inesperado. A campanha funciona precisamente porque à primeira vista parece um erro de casting terrível da marca. O choque inicial (como o que todos tivemos ao ver o vídeo) é o que garante que o conteúdo seja partilhado organicamente.

Por cá, continuamos a trabalhar para manter as coisas interessantes. E não nos podemos queixar de falta de movimento!

‍

  • O nosso CEO esteve presente no Social Media Hackaton a falar sobre o trabalho que fazemos por cá.
    E tu, também estiveste por lá?

‍

‍

‍

‍

  • Entretanto, estamos mergulhados em vários projetos de rebranding que nos deixam particularmente entusiasmados. Ainda não podemos mostrar grande coisa, mas acreditamos que a espera vai valer a pena.
    Por isso, esta edição do Universo Triber fica um bocadinho mais curta do que o habitual.
  • Mas há uma coisa que nunca pode faltar: o lado mais visível do nosso trabalho.
    Já sabes como é:

‍

‍

Queres fazer esta

viagem connosco?

Vamos Começar