🎯 #53 | Da água que não ferve, à cerveja que não entorna (ah, e estamos a recrutar!) | Triber Newsletter

28 May 2026

Marketing

TL;DR:

  • A Triber está a crescer e abrimos vagas para Copywriters, Accounts e... atores, atrizes, figurantes e apresentadores/as digitais!
  • A Nescafé diz-nos que, afinal, a melhor forma de salvar o planeta é tão simples como não deixar a água ferver.
  • E a Stella Artois transformou o desporto radical que é levar cotoveladas num bar cheio no seu melhor argumento de vendas.

A Triber está a crescer (e precisamos de reforços)

Se tens acompanhado as últimas edições da Triber Newsletter, já percebeste que não gostamos de ficar parados. Entre novos projetos a sair do forno e o nosso rebranding recente, a verdade é que estamos a crescer e precisamos de braços (e mentes) criativas para se juntarem a nós.

Estamos oficialmente a recrutar e a preparar o terreno para as próximas aventuras. Por isso, se tens o talento certo, ou se conheces aquela pessoa que encaixaria que nem uma luva na nossa agência, vê as vagas que temos em aberto:

Queremos os melhores connosco para continuar a construir marcas que o mundo adora. Se achas que o desafio é para ti (ou para um amigo teu), candidata-te :)

Nescafé e a revolução dos 80°C

Habitualmente, quando fazemos café solúvel, a rotina é quase automática: ligar a chaleira e esperar que a água ferva até aos 100°C, despejar sobre o café solúvel e beber. Mas a Nescafé decidiu mudar este hábito com a sua nova campanha global, “80 Degrees”.

A premissa assenta num detalhe técnico com um impacto massivo: a temperatura perfeita para preparar Nescafé não é 100°C (que na verdade queima o pó e amarga a bebida), mas sim 80°C. Parar o aquecimento um pouco antes, exatamente quando começam a surgir as primeiras bolhas, não só extrai um sabor muito mais rico do café, como poupa energia.

Apoiada num filme intimista que mostra diferentes pessoas no mundo a partilhar este momento de espera pela água, a campanha incluiu ativações de OOH e até a distribuição de autocolantes térmicos para colar nas chaleiras que mudam de cor quando a água atinge a temperatura ideal.

A magia desta campanha está em não usar o velho discurso moralista para salvar o planeta. Em vez disso, melhora a experiência de consumo e transforma o cliente num aliado da sustentabilidade, quase sem que dê por isso.

O que aprendemos:

🎯 Sustentabilidade como upgrade, não como sacrifício. O discurso ecológico ganha muito mais tração quando não exige que o consumidor perca algo. Neste caso, poupar energia significa, literalmente, beber um café melhor.

🎯 Educação de produto como plataforma de marca. A Nescafé pegou numa instrução técnica aborrecida (a temperatura da água) e transformou-a numa campanha emocional, visualmente forte e memorável.

🎯 O poder da micro-ação. Em vez de pedir mudanças drásticas de estilo de vida, a campanha pede apenas um ajuste minúsculo de rotina (desligar a chaleira uns segundos mais cedo). Quando multiplicado por milhões de chávenas diárias, o impacto é gigante.

Stella Artois e a arte de levar cotoveladas num bar

Todos conhecemos a sensação: o bar está tão cheio que demoras 15 minutos desde o balcão até aos teus amigos, a pedir desculpa, a encolher a barriga, a desviar cotovelos e a proteger o teu copo com a própria vida para não entornar uma única gota. Foi exatamente este cenário caótico que a Stella Artois decidiu homenagear na sua campanha “Claustrobars”.

Em vez dos típicos anúncios de cerveja repletos de grupos de amigos a rir em esplanadas ensolaradas, espaçosas e irreais, a marca e a agência Grey London apostaram numa campanha multimeios com fotografias brilhantes de pessoas literalmente esmagadas na multidão. A única coisa que os salva do desespero? O copo de cerveja que seguram intacto. O mote que acompanha a imagem remata tudo: “Worth it” (Vale a pena).

Enquadrada no posicionamento global “Taste Worth More”, a marca abraça a tensão entre a confusão claustrofóbica da vida noturna e a recompensa de um copo perfeitamente tirado. É um piscar de olho à realidade crua dos bares, transformando um percurso irritante num verdadeiro teste de devoção ao produto.

O que aprendemos:

🎯 Ir contra a corrente visual da categoria. Quando todas as marcas de cerveja vendem frescura, sol e espaço, a Stella vende aperto e falta de oxigénio. Quebrar os códigos visuais da indústria é a forma mais rápida de prender a atenção.

🎯 A alavancagem da verdade universal. Todos nós já sofremos num bar lotado. Ao usar um cenário de atrito que é 100% real e relacionável, a marca cria empatia imediata com o consumidor.

🎯 O contraste aumenta o valor. Não precisas de dizer que o teu produto é premium. Basta mostrar que o teu cliente está disposto a passar pelo inferno de um “Claustrobar” só para o conseguir beber. O esforço justifica a recompensa.

  • O tempo tem passado a correr, e tem sido difícil gerir tudo, mas apesar disso conseguimos juntar a equipa em mais um team building. Desta vez, fomos até Óbidos, onde aproveitámos para dar mergulhos, falar sobre o percurso que fizemos até aqui e o que pretendemos fazer no futuro, e ainda houve tempo para jogar padel e fazer um desafio Taskmaster!

  • Lançámos a nova página Rodda Usados.
  • Também demos um salto a Lisboa, para acompanhar o evento da UNICRE sobre a Inteligência Artificial nos pagamentos.

  • E, como sempre, deixamos um pouco do lado mais visível do nosso trabalho, para o caso de te ter escapado alguma coisa no feed :)

Chegaste ao fim? Impressionante. Se responderes a este e-mail apenas com o emoji 🍻 (ou ☕, se fores mais de Nescafé), o próximo que bebermos juntos é por nossa conta.

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